Você entende a letra do hino nacional brasileiro?

Posso afirmar, com um alto grau de certeza, que a sua respostá é: NÃO! Caso isso seja verdade, você faz parte da maioria esmagadora da população… Mas hoje é seu dia de sorte!  Resolvi ajudá-lo com essa árdua tarefa…. bem, na verdade resolvi compartilhar um vídeo de alguém que já fez isso por mim e por você xD

Antes, um breve comentário…

Por esses dias eu fui prestigiar a colação de grau de uma amiga minha que se formou em Pedagogia pela PUC-Minas, e lá cantamos, como de praxe, o glorioso hino da nossa nação. Enquanto entoávamos o hino, fiquei pensando em algumas coisas: “como o hino nacional é bonito”, “é emocionante ouvi-lo e canta-lo”, “que letra perfeita”, “a letra é um verdadeiro louvor ao país”…

Esse último pensamento citado, me despertou para o seguinte: temos coragem de louvar uma nação por puro “patriotismo” com um hino desses, mas estamos oferecendo pra Deus, o Criador e Senhor de todas as coisas, cada vez menos canções de qualidade. Com exceção dos maravilhosos salmos bíblicos, é difícil listar canções que exaltam o nome do Senhor de maneira tão elevada e apaixonada como encontramos na letra do hino nacional brasileiro, pelo menos atualmente.

Um país de dimensões continentais e imensurável riqueza. Nada disso garante a prosperidade da nação...
Um país de dimensões continentais e imensurável riqueza. Nada disso garante a prosperidade da nação…

Recentemente postei aqui um artigo recomendando boa música cristã e em breve publicarei uma continuação. Mas fica aqui essa questão para reflexão: cataremos algo tão lindo, profundo, cheio de admiração e louvor a Deus, assim como cantamos para essa nação? Porque, de boa pessoal, o Brasil não merece nenhum louvor de nossos lábios.

A despeito de toda a exuberância da nossa fauna e flora, recursos hídricos, minerais e da garra de nosso povo, que “não desiste nunca”, ainda somos considerados uma país subdesenvolvido, cheio de miséria, violência, corrupção, injustiça e muita imoralidade. E com razão, infelizmente…

Eu quero acreditar num Brasil melhor. Eu quero acreditar que o Brasil será governado para o povo, para o bem comum, e não para o bem de uma minoria que detém o poder financeiro e político em suas mãos. Eu quero acreditar num país aonde os professores são respeitados e bem pagos, aonde todo o tipo de trabalho seja considerado digno e importante, aonde a natureza é preservada e a indústria se desenvolva sustentavelmente. Aonde o “jeitinho brasileiro” deixe de ser sinônimo de malandragem e passe a significar amor ao próximo, aonde o Evangelho é pregado e as igrejas não sejam consideradas meretrizes da fé.

Parece distante, não é? Impossível talvez… Mas se, enquanto cristãos, vivermos de acordo com o que Deus ordena, sendo coerentes com a cosmovisão bíblica, poderemos espantar um pouco das trevas que permeiam em nosso país, deixando a luz de Cristo Jesus brilhar cada vez mais!

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (Mateus 5:16)

Curiosidades

1. Em 1831, Dom Pedro anunciou que estava deixando o trono de imperador do Brasil para seu filho, e que voltaria a Portugal. Foi a oportunidade que o músico Francisco Manuel da Silva estava esperando para apresentar sua composição. Ele colocou a letra de um verso do desembargador Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, e o hino foi cantado pela primeira vez no dia 13 de abril de 1831, na festa de despedida de Dom Pedro I. Durante algum tempo, porém, a música teve o nome de “Hino 7 de Abril”, data do anúncio da abdicação.

2. A letra de Ovídio Saraiva foi considerada ofensiva pelos portugueses. Eles foram chamados até de “monstros”. Por isso, não demorou muito para que ela fosse rejeitada. No entanto, a partir de 1837, a partitura de Francisco Manuel da Silva começou a ser executada em todas as solenidades públicas.

3. Para comemorar a coroação de Dom Pedro II, em 1841, o hino recebeu novos versos, de um autor desconhecido. Por determinação do novo imperador, a música passou a ser considerada o Hino do Império, e deveria ser tocada todas as vezes em que ele se apresentasse em público, em solenidades civis e militares. Era também tocada no exterior sempre que o imperador estivesse presente. Francisco Manuel ficou bastante famoso. Recebeu vários convites para dirigir, fundar e organizar instituições musicais. Mas o Brasil continuava com um hino sem letra.

4. Quando a República foi proclamada, em 1889, o governo provisório resolveu fazer um concurso para escolher um novo hino. Procurava-se algo que se enquadrasse no espírito republicano.

5. Primeiro, escolheram um poema de Medeiros e Albuquerque que tinha sido publicado no jornal Diário do Comércio do Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1889. É aquele que começa com o verso “Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós”. A letra se encontrava à disposição dos maestros que quisessem musicá-la. No primeiro julgamento, no dia 4 de janeiro de 1890, 29 músicos apresentaram seus hinos.

6. A Comissão Julgadora selecionou quatro para a finalíssima. No dia 15 de janeiro, numa sessão em homenagem ao Marechal Deodoro no Teatro Santana, perguntaram ao novo presidente se ele estava ansioso pela escolha do novo hino. Ele disse: “Prefiro o velho”.

O grito do Ipiranga - obra de Pedro Américo (1888), localizada no Museu Paulista, USP, São Paulo.
O grito do Ipiranga – obra de Pedro Américo (1888), localizada no Museu Paulista, USP, São Paulo.

7. O mais aplaudido foi o do maestro Miguez, que também foi escolhido pela Comissão Julgadora. O presidente Deodoro e quatro ministros deixaram o camarote oficial e voltaram em seguida. Foi então que o ministro do Interior, Aristides Lobo, leu o decreto que conservava a música de Francisco Manuel da Silva como hino nacional. Mesmo sem a partitura, a orquestra tocou a música e a plateia delirou.

8. Como prêmio de consolação, a obra de Medeiros e Albuquerque e de Leopoldo Miguez ficou conhecida como o Hino da Proclamação da República. Só que o problema persistia: o Brasil tinha um hino sem letra. Mas, se a música já era tão bonita, por que precisava de uma letra? A resposta é simples: por mais que alguém se habitue a uma música, se ela não tiver letra, fica mais difícil de ser memorizada.

9. Só em 1909 é que apareceu o poema de Joaquim Osório Duque Estrada. Ainda não era oficial. Tanto que, sete anos depois, ele foi obrigado a fazer 11 modificações na letra. Duque Estrada ganhou 5 contos de réis, dinheiro suficiente para comprar metade de um carro. O presidente Epitácio Pessoa declarou a letra oficial no dia 6 de setembro de 1922, um dia antes do centenário da Independência. Como Francisco Manoel já tinha morrido em 1865, o maestro cearense Alberto Nepomuceno foi chamado para fazer as adaptações na música. Finalmente, depois de 91 anos, nosso hino estava pronto!

10. É desrespeito bater palmas durante a execução do Hino Nacional Brasileiro. De acordo com o Artigo 30 da Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, “durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, os civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência”. O parágrafo único do mesmo Artigo ressalta ainda que “é vedada qualquer outra forma de saudação”. Não há, no entanto, nenhuma lei que proíba esse tipo de manifestação após a execução do Hino.

FONTE: Guia dos Curiosos

11. Dia 13 de abril comemora-se o dia da criação do Hino Nacional Brasileiro.

FONTE: Brasil Escola

Letra do Hino Nacional Brasileiro

Hino Nacional Brasileiro

Entenda-o de uma vez por todas!

BRASIL: AME-O, OU DEIXE-O! (slogan ufanista do Governo Militar de Emílio Garrastazu Médici)

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