Mais “turn down for what”, menos “mimimi”

O mundo está insuportável!!!

Censura por todos os lados! Censura na mídia, na internet, nos games, nas ruas, nas igrejas, até na zoeira!!! Como diz uma amiga minha: “dá vontade de sumir e ir pra Nárnia!”.

Achei sensacional essa propaganda da Pepsi:

Liberdade de expressão, só que não...
Liberdade de expressão, só que não…

Vivemos na geração do politicamente correto, do “mimimi”, do “você é livre para se expressar, desde que fale o que eu quero”, do “não gostei desse post, achei ofensivo. Apague!”, etc, etc, etc…

Hoje em dia tudo vira motivo para mimimi, principalmente nas redes sociais. Depois que os memes revolucionaram a maneira como nos expressamos na internet as pessoas passaram a ser muito mais passionais. Em geral, elas mandam recados, indiretas, curtem, mandam emojis e, finalmente, parte para a maior perda de tempo da vida: elas comentam.

Insensatez nas redes

Meus Deus! Quanta choradeira nos comentários! Quanta palavra ao vento! Quanta disputa infrutífera! Quanta necessidade de ser ouvido! Quanta intromissão! Quantas amizades desfeitas! Quanta tolice!

Posta algo pra você ver...
Posta algo pra você ver…

Basta alguém publicar uma frase, texto, figura, meme, etc., que começa a chuva de comentários. Nessas horas, até gente que fica anos sem falar com você, que nem faz parte mais da sua vida, resolve comentar um post seu que ela tenha achado ofensivo. Ou, pior ainda, manda uma indireta, nas esperança de que vai ser respondida. Coitadas.

Aí você me pergunta: “e daí, Yoshida? Qual é o problema? A internet é livre!”… Sim, a internet é livre (será?), e quem posta qualquer coisa já tem que se preparar para as consequências. Mas o que quero chamar a atenção é isso: ninguém não está nem aí para o seu comentário! Você nunca reparou isso? A maioria das pessoas não estão afim de entrarem em debates para aprender, ou serem convencidas do contrário, mas para convencerem, para fazerem valer o seus próprios pensamentos… se é assim, para que perder tempo discutindo nas redes? Não gostou, vai cry?… Dê unfollow, oras!

Tudo é racismo, preconceito, sexismo

Outra faceta desse mundo de mimizeros. Fala-se de dívida histórica (uma bobagem), vê-se racismo contra o negro em tudo, tudo é machismo, tudo é homofobia… Engraçado que não vemos na mídia pessoas defendendo orientais, a dignidade masculina, abstêmios sexuais. Aliás, tais grupos sofrem chacota como qualquer outro. E não vejo os mesmos falando “apague, achei ofensivo”.

Alguns grupos se organizaram politicamente e agora querem ser intocáveis. Querem eles mesmos ditar os limites do preconceito. Querem que sejam engolidos por todos.

Ontem mesmo, durante a posse do presidente Michel Temer, tive que ouvir jornalistas e desocupados na internet achando um retrocesso a falta de mulheres e negros entre os novos ministros do governo. Você consegue perceber a imposição de valores aqui? De repente, ser mulher ou ser negro virou um fim em si mesmo. Não é assim que as coisas funcionam. Devemos conquistar as coisas com esforço, não com privilégios. Muito menos com mimimi.

Sou nipo-brasileiro. Não sou melhor do que ninguém por isso, muito menos pior. Minha cor e meu gênero não me coloca acima ou abaixo de ninguém. Mas meu caráter e minhas atitudes sim. E é isso que deve ser trabalhado.

, mas e o respeito?

Feriu sua honra? Sua integridade? Sua pessoa? Seu caráter? Ahhh, não? Então sem mimimi, por favor.

Claro que não quero aqui ser indiferente para com as pessoas mais sensíveis. Mas há pessoas que demonstram simplesmente não saber aceitar críticas, quaisquer sejam elas. E isso tem amordaçado a sociedade.

Uma vez um colega de classe, ainda no ensino médio, me disse: “Yoshida, se você zoa, tem que aceitar ser zoado. Apelou, perdeu”.

Considero a frase dele um bom resumo para o tópico. Respeito tem que ser mútuo e quem define os limites das brincadeiras são as partes interessadas. Pra vocês terem uma ideia, meu amigo me chamava de “nipônico safado”. Não considerei isso racismo, nem falta de respeito. A nossa relação de amizade permitia esse tipo de brincadeira. Ah… um detalhe: ele é negro. =D

Deal with it!

Lide com isso; aceite; encare; Essas são possíveis traduções.

Resumindo: ninguém é obrigado a concordar com você. Ninguém é obrigado a gostar de você. Mas somos obrigados a viver em sociedade, a aceitar o diferente, a ouvir as ideias contrárias, mas jamais a nos curvarmos às imposições de outrem.

Aceite logo isso e pare de levar discussões para o lado pessoal. Cresçamos! Paremos de ser falsos.

Não gostou? Só lamento.

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2 opiniões sobre “Mais “turn down for what”, menos “mimimi””

  1. Hoje cheguei no estágio e falei: Facebook tá um saco! Povo não sabe mais zoar, aceitar críticas e levar na brincadeira. Não é só o face, é a sociedade. A senhora no meu estágio hoje disse que por conta da agressividade das colegas de trabalho em relação à suas opiniões políticas, preferia ficar calada e aceitar o que diziam para não causar discordia, mas veio conversar comigo quando as outras foram almoçar e acrescentou que não gostava de ficar com “aquilo” entalado na garganta. Vê se pode isso? Como diz aquela menina cantando sua resposta pra música baile de favela, “o desafio hoje é ficar calado”.
    A não ser que tanques minha língua ou meus dedos, ninguém vai me proibir de dizer minha opinião!

    E #PartiuNárnia mesmo! 🚀🚪

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